Viola de Nóis Produções 10 anos – Parte VIII

Viola de Nóis Produções 10 anos – Parte VIII

Raízes que garantem o futuro

Projeto sociocultural da VIOLA DE NÓIS PRODUÇÕES investe hoje no amanhã

As árvores mais frondosas, mais resistentes e mais antigas estão estabelecidas sobre raízes fortes que tiram da terra tudo que é necessário para nutri-las durante suas vidas que podem ultrapassar os mil anos. Foi com esse pensamento que a Viola de Nóis Produções batizou um de seus principais projetos socioculturais: o Raízes do Sertão, que teve sua primeira edição realizada em 2008.

Com uma competente equipe de professores, músicos, atores, bailarinos e produtores, a Viola de Nóis desenvolveu o projeto para atender as crianças e adolescentes da zona rural de Uberlândia afim de alimentar a árvore da cultura caipira. Mais do que um projeto desenvolvido para o campo, o Raízes do Sertão é desenvolvido no campo. Os nutrientes, ou a energia que permeia todas as atividades se encontra no instrumento principal dessa cultura: a viola caipira e, junto dela, a catira com seus ricos e desafiantes passos e a interpretação com causos e histórias do homem do campo e seu modo de vida.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) somente 10% da população brasileira viverá no campo em 2030. A migração para as cidades é grande, mas não podemos esquecer que é do campo que vem o sustento de toda a sociedade. É isso que o projeto Raízes do Sertão busca levar para os jovens do campo, mostrando a eles que devem se orgulhar de suas origens e ter interesse em ser parte atuante desse ambiente.

Aos que se questionam, fazer parte do Raízes do Sertão não significa ser avesso à cidade, pelo contrário, a convivência entre campo e cidade é apresentada dentro das particularidades de cada realidade e incentivada e, isso ganha contornos mais efetivos e transformadores se trabalhados desde cedo com essas pessoas que se sentem inferiorizadas, muitas vezes.

Ao longo de suas sete edições, participaram do Raízes do Sertão todas as escolas rurais de Uberlândia e cinco escolas da zona oeste de Uberlândia (dos bairros Dona Zulmira, Jardim Patrícia, Luizote de Freitas, Planalto e Tubalina), além da Escola Municipal Cidade da Música. Ao todo já foram mais de 20 mil contemplados pelo projeto.

As atividades do Raízes do Sertão propõem aos jovens estudantes remontarem simbolicamente a vivência de tudo que é bom, prazeroso e importante no campo. Isso é a seiva que manterá viva a árvore da nossa memória cultural.

Em sua 7ª edição, fruto da parceria entre a Viola de Nóis Produções e Universidade Federal de Uberlândia-UFU, o Raízes do Sertão foi realizado no primeiro semestre de 2017 levando os alunos das escolas rurais para um estúdio de gravação em Uberlândia. 12 músicas autorais compostas por estudantes, em forma de poesia, e musicadas pela equipe do projeto na edição de 2015 no Festival Raízes do Sertão foram gravadas. O CD está em processo de prensagem.

Além da gravação do CD, foram apresentadas palestras nas escolas rurais sobre aspectos econômicos e sociais da vida no campo e importância da formação para atuação nesse ambiente pelos professores Antônio César Ortega e Bruno Perosa do Instituto de Economia da UFU.

Uma mostra desse trabalho é apresentada nesse videoclipe, dirigido pela Penumbra Filmes, com as alunas da Escola Municipal de Sobradinho Kamilla Fernandes de Oliveira, Kauane Teixeira da Silva, Keila Alves Coutinho, Maria Clara Segate Caetano e Thaís Jordão Silva juntamente com os músicos Tarcísio ManuvéiJosé Mauro e Michelle Marques Silva. A música “Recanto da Saudade” cantada por eles é de autoria do aluno Samuel Henrique Oliveira Nascimento da Escola Municipal Leandro José de Oliveira.

Não se trata de dividir a vida entre campo e cidade e sim mostrar que é necessária uma convivência harmoniosa entre ambos para a sobrevivência de todos. E, um povo que preserva sua memória é um povo forte. Vida longa ao Raízes do Sertão!

Nossos agradecimentos são dedicados a todas a escolas, diretores, professores e alunos das escolas rurais de Uberlândia/MG.

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